quarta-feira, 14 de julho de 2010

Turistas encontram dificuldades para visitar o Cristo Redentor

Taxistas cobram R$ 70 por corrida até local que não passa de R$ 18.
Carros de passeio também cobram por corrida como se fossem táxis.

Cristo Redentor reinaugura

O Cristo Redentor foi reinaugurado no fim do mês passado, e os acessos rodoviários foram liberados no último dia 10. Mas quem quiser visitar a atração turística vai ter que enfrentar abusos de alguns taxistas e de flanelinhas. “Um rapaz nos pediu R$ 20 quando estacionamos o carro. Demos R$ 10 e ele saiu correndo”, contava a psicóloga Thereza Bizzo a policiais militares em uma patrulha, em uma rua próxima à estação da Estrada de Ferro do Corcovado, no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio. O trem que sobe ao Cristo está parado desde o começo de abril, quando fortes chuvas causaram deslizamentos que interditaram a linha férrea. Ao lado da estação, pelo menos cinco flanelinhas abordavam motoristas que tentavam estacionar nas ruas próximas.

“Somos de Niterói, mas há 15 anos moramos em São Paulo. É um absurdo essa situação no Rio, afinal estamos querendo visitar uma das maravilhas do mundo”, reclamou Thereza, referindo-se à eleição mundial que consagrou o Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo contemporâneo, em 2007, ao lado de monumentos como a Grande Muralha da China e do Coliseu, em Roma. Junto com o marido e as duas filhas gêmeas pequenas, ela foi pegar uma condução até o Cristo.

Minutos depois, Thereza voltou com a família para o carro. “Desistimos. Estão cobrando muito caro e está muito confuso. Vamos para o Pão de Açúcar ver se damos mais sorte”, resignou-se. A conta para a família visitar o Cristo sairia por quase R$ 200.

O valor é o custo de quatro passagens de ida e volta - R$ 25 cada -, em vans, do Cosme Velho até a Estrada das Paineiras, onde fica a entrada para o Cristo. Lá, o ingresso por visitante custa R$ 24,20, incluído o translado em vans, ida e volta, até o monumento. O valor total para a família de quatro pessoas daria R$ 196,80 - isso sem comprar um sorvete sequer para as gêmeas.

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