O contraventor goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde o dia 29 de fevereiro, estaria "prestes a explodir" e "sente-se como um leão enjaulado" no presídio de Papuda, em Brasília. Foi o que sua mulher, Andressa Mendonça, 30 anos, revelou em entrevista à Revista Veja, chegou às bancas neste sábado.
A afirmação veio seguida da seguinte explicação: "Carlinhos não é qualquer preso. É Carlinhos Cachoeira. Quando ele fala em explodir, a gente pode imaginar o que seja".
Para Andressa, Cachoeira é bode expiatório na Operação Monte Carlo. Para a Polícia Federal, no entanto, o goiano é considerado o líder de um esquema de jogos ilegais em Goiás e no Distrito Federal envolvendo políticos e diversos empresários país afora.
Para ela, o marido pode ser considerado um preso político, e não estaria em liberdade apenas ´por causa das ligações dele com um senador da República que vieram à tona`. A mulher do contraventor acusou ainda a Polícia Federal de ter mudado os rumos das investigações depois que as relações de cachoeira com órgãos públicos foram sendo descobertas.
Prejuízo ao PT
Questionada se o marido poderá detalhar o esquema de corrupção e delatar os nomes de mais políticos e empresários envolvidos, Andressa afirmou que ´tem certeza de que ele não vai perseguir ninguém nem fazer mal` a nenhuma pessoa. Para ela, ele não pretende atacar o Partido dos Trabalhadores, mas admite que a ´explosão` poderia ocorrer durante um ataque de fúria. (JB)
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